Não é uma lenda urbana. É verdade que algumas pessoas ficam doentes quando as férias chegam e não é por acaso. Quando ocorre, a sabedoria popular a atribui ao estresse anterior. Diz-se daquela pessoa que não podia ficar doente enquanto trabalhava, que atingiu o limite e, finalmente, o corpo desistiu durante as férias.

Até agora, a medicina não prestou muita atenção ao fenômeno, mas estudos recentes confirmam que a explicação intuitiva é verdadeira. Somos capazes de resistir à sobrecarga de trabalho e responsabilidades, mas quando o projeto é concluído, o exame ou o conflito familiar é deixado para trás, a agência cobra seu preço.

O ESTRESSE FAZ COM QUE O CORPO SE PREPARE PARA RESISTIR E LUTAR

“Quando o indivíduo está sob grande estresse, o corpo é responsável por manter todas as funções em pé. Os sintomas de estresse ou exaustão são negligenciados ou negligenciados”, diz o Dr. Peter Henningsen, chefe da unidade de medicina psicossomática da Universidade de Munique. “Quando o estresse diminui, surgem problemas”, acrescenta.

A resistência ao estresse faz sentido do ponto de vista evolutivo, porque em situações de risco nos preparamos para lutar ou fugir, se necessário. Em outras palavras , extraímos força da fraqueza. Em um cenário perigoso, uma dor de cabeça ou um ataque de tosse não pode nos parar.

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HORMÔNIOS DO ESTRESSE OCULTAM SINTOMAS

A secreção de hormônios do estresse, adrenalina e cortisol, não sente dor ou outros sintomas, embora possa favorecer a multiplicação de vírus, que serão sentidos alguns dias depois.

Várias investigações provam que os pacientes sofrem mais dor e outras limitações quando estão de férias ou durante um longo fim de semana. Problemas de saúde crônicos, como enxaquecas ou asma, também se recuperam quando nos permitimos relaxar.

Ficar doente durante as férias não é um sinal de fraqueza, mas o oposto: fomos capazes de resistir ao ataque de estresse quando necessário. Quando os dias mais relaxados chegam, os níveis hormonais normalizam e os primeiros sintomas começam a ser sentidos.

QUANDO O RELAXAMENTO É UM PROBLEMA

O Dr. Marc Schon, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, escreveu um livro intitulado Quando o relaxamento é perigoso para sua saúde.

Schon, especialista em medicina mente-corpo, hipnose e técnicas de meditação, propõe modificar nossa atitude durante situações de estresse para superá-las com sucesso e não sofrer conseqüências negativas subsequentes (“doenças pós-estresse”).

Os distúrbios mais frequentes nas férias pós-estresse são dores de cabeça, doenças virais, depressão, dores de estômago, ataques de pânico, distúrbios alimentares, como compulsão alimentar e doenças de pele.

SAIA DO ESTRESSE

Schon fala sobre o “efeito desapontador” que ocorre justamente quando temos a oportunidade de relaxar e acreditar que nos sentiremos melhor.

Além de enfrentar os desafios da vida de uma maneira diferente, ele explica que precisamos sair do estresse pouco a pouco, e não de repente, para que mudanças bioquímicas no corpo que prejudiquem a imunidade e nos deixem mais vulneráveis.