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Notícia: Preço do leite com boas perspectivas para fevereiro, diz Cepea
As expectativas de preços do leite são favoráveis aos produtores em fevereiro. Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea/Esalq/USP, realizada no correr de janeiro, 58% dos profissionais de laticínios (compradores) consultados disseram acreditar em estabilidade dos preços a serem pagos ao produtor em fevereiro, pelo leite entregue em janeiro. Já 21% destacaram fundamentos que elevariam as cotações; de forma contrária, os outros 21% previram queda dos preços. No correr de dezembro, quando questionados sobre a tendência para os valores que seriam pagos em janeiro, 61% dos agentes sinalizavam queda, o que realmente ocorreu. A média nacional – inclui sete estados –, ponderada por volume captado, recuou 1,43% em relação ao recebido em dezembro, representando R$ 0,007/litro a menos para o produtor. Naquela oportunidade 36% dos informantes achavam que os preços poderiam se manter e somente 3% que os preços poderiam aumentar. Veja as médias regionais na tabela abaixo. Outro aspecto que pode ser considerado positivo, ou menos ruim, para os produtores é que o preço médio de janeiro, deflacionado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), é 16,25% superior ao de janeiro de 2005 e 4,92% superior ao à média histórica deste primeiro mês. Essa melhora de preços está relacionada ao menor volume de leite. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L/Cepea) mostra que, em 2006, as empresas captaram 1,87% a mais que em 2005. Esse aumento é bem menor que o aumento da produção visto nos anos anteriores. Segundo o IBGE, de 2000 a 2005, o crescimento médio da produção brasileira foi de 4,86% ao ano. É muito importante observar que esse aumento se refere basicamente à expansão da oferta no Rio Grande do Sul, onde o crescimento chegou a 15,22% frente a 2005. Se este estado for retirado da amostra, o volume captado em 2006 se torna 0,72% menor que o de 2005. Entre os estados, a maior queda é registrada em Goiás, onde o volume de leite recebido pelas processadoras diminuiu 2,88%. O motivo para esse desestímulo generalizado à produção foi o preço relativamente baixo desde o segundo semestre de 2005. De novembro para dezembro, especificamente, mesmo com os preços inalterados e não estimulantes aos produtores, houve um crescimento no volume de leite captado. Certo que tímido, o crescimento de 1% na produção do período, pode ser fruto das chuvas que, no ano agrícola 2006/2007, iniciaram no período considerado normal e estão em níveis satisfatórios, ou até exagerado em algumas regiões. Janeiro Levantamentos do Cepea mostram que as cotações do leite ao produtor recuaram em quase todos os estados pesquisados, a exceção ficou por conta do Rio Grande do Sul, onde os preços seguiram praticamente estáveis, havendo aumento médio de 0,22%. As quedas mais expressivas foram observadas em Santa Catarina, Goiás e Paraná, com quedas de 2,62%, 2,57% e 2,51%, respectivamente. Em Minas Gerais, maior estado produtor de leite no País, os preços caíram 0,52%, ao passo que a produção aumentou 0,32%. Na Bahia, o volume captado teve queda significativa de 10,84%, acompanhado por redução nos preços, de 1,86%. A informação é do Cepea. 05/01/07 fonte: midiamaxnews